Não é comum ouvir falar que por causa do uso excessivo das telas e aplicativos que facilitam nossa rotina consequentemente deixam as pessoas mais sedentárias e menos propensas a fazer atividades físicas. Pensar que as crianças e os jovens cada vez mais conectados estão cada vez mais imersos nessa perspectiva podem desenvolver problemas de alimentação, sono, aprendizado, etc., pode deixar pais e educadores preocupados com eles no futuro. Porém um trabalho com uma turma de 31 alunos de 8º ano de uma escola privada no interior do estado do Rio Grande do Sul mostrou resultados interessantes com o uso das mídias sociais numa prática pedagógica envolvendo o uso da rede social Facebook como ferramenta pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem nas aulas de Educação Física.
O uso da ferramenta como canal de comunicação por meio de fotos, vídeos e postagens textuais para conscientização e incentivo às próprias crianças da turma na procura por mais atividades físicas a fim de que elas compartilhassem essas atividades além de produzirem conteúdo relevante para a própria disciplina na escola na questão de construção do conhecimento sobre o conceito de atividade física. Os pesquisadores indicam positivamente o engajamento da turma e a troca de experiências de forma prazerosa e recorrente durante o decorrer da disciplina.
Considero que seja uma importante contribuição para a educação, pois não considero uma proposta fora da realidade das escolas públicas e o Facebook tem se tornado uma ferramenta para fomentar diversas práticas de atividades físicas, pois como estamos sempre conectados, podemos criar e divulgar eventos onde essas práticas são feitas em grupos pequenos ou numerosos, além de criar grupos de discussão sobre práticas saudáveis entre outros, revertendo essa perspectiva de sedentarismo. Isso não se limita apenas ao conhecimento de uma disciplina, mas pode ajudar como tem ajudado nas práticas pedagógicas da nossa disciplina de Informática em Educação.
Fonte bibliográfica: https://www.ufmt.br/endipe2016/downloads/233_10094_36990.pdf
domingo, 20 de outubro de 2019
domingo, 13 de outubro de 2019
Tecnologia e Educação: relato de experiências em EAD
Estudar fora de uma sala de aula, nunca é fácil, principalmente se você não tiver disciplina e organização, além de ser autodidata se possível. A tecnologia veio com tudo no final do século XIX para nos apresentar uma outra forma de se informar e se comunicar com o mundo de uma forma nunca vista antes na história da humanidade. Meu desafio até aqui é conciliar essa forma de estudar com várias outras atividades educacionais que exigem a presença física e ainda dar conta de todas as responsabilidades que a sociedade exige. A partir de então, vou narrar brevemente minha experiência que de certa forma é um rememorar à modalidade EAD, porém num curso de graduação presencial onde faço algumas disciplinas online.
O curso à distância de Pedagogia através da disciplina de Informática em Educação pelo CECIERJ/CEDERJ, trouxe uma forma muito diferente de interagir com o objeto do conhecimento que me foi oferecido há 5 anos atrás pela mesma modalidade em outra instituição de ensino superior. Trouxe inclusive uma visão mais crítica acerca das ferramentas de aprendizado que eu jamais pensei que teria além de apresentar conceitos muito interessantes como "Cibercultura" e "Letramento Digital" e a partir destes, nós estudantes da graduação fomos convidados a participar ativamente das propostas que consistem não só em leituras de referenciais teóricos que falam sobre estes conceitos, mas também nos instigam a produzir conhecimento na prática, ainda que à distância, mas por meio destas poderosas ferramentas tecnológicas das quais eu como futuro educador precisarei dominar para fazer o melhor trabalho possível daqui a poucos anos como licenciado em educação.
Primeiramente trabalhamos com o conhecimento de plataformas de aprendizado online, onde os estudantes precisaram apresentá-las abordando as características e objetivos do seu uso para a educação. Identificamos diversas delas onde o conhecimento apesar de ser pelo meio digital e online em aplicativos para celular ou em sites, ainda se dava da forma tradicional, muito criticada, apesar de tentar expor o conteúdo de forma lúdica, não permite uma real interação e possibilidade de intervenção para elaborar questões e troca entre os envolvidos nessa relação ensino-aprendizagem.
Em seguida conheci o conceito de Cibercultura, que são diferentes expressões de ser e agir compreendidos e transmitidos ao longo da histórica e presentes no nosso dia a dia, mas que sofreram influência das tecnologias informáticas, e que hoje são elas quem mediam as diversas plataformas e ferramentas de comunicação e a informação que circula pela internet. Este ambiente é dinâmico e não se baseia mais nas formas tradicionais de comunicação em massa que possuem apenas emissor e receptor como são os rádio, televisão, jornais e revistas físicas, mas todos em rede atuam nessa dinâmica, produzindo conteúdo e assim sendo, cultura.
Entre outras coisas, o importante desse aprendizado foi entender que existe a possibilidade de integrar os diferentes meios de comunicação, sejam eles tradicionais como os já citados ou como os mais atuais como mídias sociais, fóruns, bate-papo, aplicativos que oferecem conteúdo digital via internet e dispositivos como computadores, celulares e tablets.
Outra questão importante foi falar do Letramento Digital que em um dos textos disponibilizados é "a capacidade que tem o indivíduo de responder adequadamente às demandas sociais que envolvem a utilização dos recursos tecnológicos e da escrita no meio digital". E para além disso ser capaz de construir e atribuir sentido por meio de várias tipos textuais que incluem textos simples, figuras, fotos, vídeos, áudio, etc. de forma crítica quando estes também chegam a nós pelo meio eletrônico. O texto também nos revela a não existe apenas uma forma de letramento, sendo o digital mais um deles por ser tratar de uma nova maneira de se comunicar, produzindo sentidos e significados, porém no formato digital.
Cada estudante precisou desenvolver algum tipo de conteúdo através de alguma plataforma digital. O objetivo dessas atividades era fazer com que nós, estudantes da graduação nos envolvêssemos com as diferentes Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's). Em todas elas nós mesmos produzimos conteúdos voltados para a educação e um destes recursos foi lançar mão da fotografia de si mesmo (selfie), em locais de importância para nossa cidade que serviriam de conteúdo para construir de forma direta e transversal algum conhecimento de alguma área com nossos futuros estudantes. Esta atividade também possuía um caráter de resgate histórico destes locais muito ou pouco conhecidos, mas que muitas vezes não são explorados em questões sócio-ambientais por exemplo.
Uma outra atividade que achei muito interessante foi criar os tão conhecidos memes da internet de uma forma crítica e construtiva, apesar do tom humorístico com o qual produzi meu material com suporte de sites que disponibilizam quadrinhos, personagens, fundos e caixas de diálogo onde você pode soltar sua criatividade.
Mais recentemente, através da plataforma do YouTube ou com o recurso de criação e edição de vídeos do próprio celular, nós precisamos produzir algum tipo de conteúdo crítico-reflexivo ou do conhecimento formal como se estivéssemos dando uma aula à distância, onde me interessei em construir através do celular um assunto muito atual na mídia tradicional e digital que é a preservação do meio ambiente, uma reflexão crítica que todos pudessem ter acesso e pensar juntos sobre esse tema, articulando teóricos e o que as pessoas estão fazendo na sociedade em prol desta causa.
Por fim, eu considero até aqui que apesar de não ter elegido uma atividade como minha preferida acho que tem sido uma experiência muito rica de significados para a minha formação, pois nos provoca a produzir conteúdo de uma forma bem dinâmica e ainda podemos interagir de forma mais aberta, apesar de ainda ser à distância, com nossos colegas através do Facebook onde são postadas as atividades conforme visto e todos podem contribuir para o trabalho do outro com comentários positivos e críticos, mas construtivos. Tudo foi tão claro nas propostas que particularmente não senti necessidade de procurar os tutores para maiores esclarecimentos e o ambiente de troca, apesar de limitado, ainda assim é muito mais acolhedor do que a fria tela do computador e celular me parecia.
Espero que tenham gostado desta primeira postagem e aguardo vocês nos comentários com suas considerações e sugestões para futuras postagens.
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